Apple sem Steve Jobs… O que acontece?

12
set
2011

Autor: Alexandre Castro

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Alexandre Castro

Não é novidade pra quem me conhece pessoalmente que sou um “Applemaníaco” e, muito menos, que no mundo dos negócios um momento sucessório causa insegurança e pessimismo. Realmente este post será GRANDE, mas, pra quem curte, será bastante interessante, pois pesquisei bastante para poder servir de muitas e ricas informações sobre a Apple e o cara que almoça lá em casa todo dia, o Steve Jobs.
 
Antes de começar agradeço a todos que me ajudaram a fazer este post, que me deram informções e fontes (nas quais pesquisei bastante para saber da veracidade ou não) e a todos que tiveram o mesmo e prazeroso trabalho que o meu de pesquisar um pouco sobre o assunto e divulgar a melhor empresa de tecnologia do mundo.
 
Sem precisar pensar demais, é fácil lembrar de grandes corporações que tiveram suas personalidades praticamente moldadas pelo estilo de seus “CEOs”. Lee Iacocca fez isto com a Chrysler, Jack Welch com a G&E, Carlos Gosh mais recentemente fez da Nissan um modelo para toda a indústria automobilística japonesa — até chegou a virar personagem de mangás. Ainda no Japão, Akio Morita, o pai do Walkman, até hoje faz muita falta à Sony. Só que, principalmente no mundo ocidental, nenhum desses jamais chegou a ter a personalidade ligada à sua corporação de forma tão marcante como Steve Jobs e a Apple.
 

 
Não é difícil entender o porquê. A Apple nasceu das mãos de Steve Jobs e Steve Wozniak num momento em que o próprio conceito de computador pessoal ainda era algo abstrato, quase ficção científica. Mesmo num tempo assim, a visão fora do comum de Jobs em relação ao que o mercado queria já era evidente.

 
Mais vintage do que uma Polaroid
O primeiro grande sucesso da Apple, o Apple II GS já carregava o DNA da inovação diante de seus concorrentes, ao exibir gráficos coloridos e quebrar o paradigma das fitas cassete, usando diskettes de 5/14 polegadas. Não, amigos, quando o Power Mac G4 Cube assombrou o mundo ao vir apenas drive de DVD/CD-RW ou, mais recentemente, o Macbook Air apareceu sem leitor de disco óptico, não era nenhuma novidade no mundo particular de Jobs/Apple e todos aqueles que acompanham a sua trajetória.
 
Já naquela época a Apple quebrava paradigmas de um mercado de informática engessado na dobradinha IBM e Microsoft. A maior prova dessa forma de “pensar diferente” atingiu seu ápice no mítico comercial 1984, dirigido por Ridley Scott para o lançamento do Macintosh.
 
Quando a Apple cresceu a ponto de achar que poderia andar com as próprias pernas, foi o momento em que Steve Jobs saiu em busca de novos horizontes, de forma nada amigável. E esta saída fez bem a ele. Já à Apple… não se pode dizer o mesmo.
 
O Instagram dos anos 90
Sem seu mentor criativo, a companhia passou mais de dez anos tateando o mercado numa busca, sem sucesso, pelo brilho dos primeiros anos. Digamos que a camera digital QuickTake e o CD player PowerCD não são os produtos dignos de sustentar a ausência de Jobs no comando criativo.
 
Após chegar próximo do fundo do poço, em 1996, a Apple compra a NeXT, companhia que Jobs montou após sua saída, e o restitui como CEO. O rei estava de volta, mais criativo do que nunca. Com o retorno de Jobs, a Apple iniciou sua marcha para ser a empresa de tecnologia mais influente na cultura moderna e, principalmente, uma das mais lucrativas.
 

 
O iMac, em 1998, quebrou a regra de que todo PC deveria ser bege, feio, com cara de maquina de escritório. Nunca esquecerei quando vi pela primeira vez, em uma revista de informática, um Power Mac G5, o computador mais lindo que já vi. A Apple de Jobs não é apenas inovadora, é de uma beleza de tirar fôlego de qualquer geek verdadeiro. Um design que virou ícone de uma era, e isso foi apenas o começo.
 

 
Em 2001 foi lançado outro ícone, o iPod. Não foi o primeiro MP3 do mercado, mas todo o conceito apresentado por Jobs durante sua introdução era revolucionário. A visão de como virar de cabeça para baixo todo um mercado já estabelecido é evidente desde o seu lançamento.
 

 
O iPod vendeu como pão quente, seu nome virou sinônimo de MP3 player e o iTunes começou a criar um mercado de música digital do nada, sem guerra com piratas, sem rezar cartilha para gravadoras. O resultado disso hoje é que a Apple é o maior vendedor de música nos EUA, superando de longe as vendas de CDs de qualquer rede de lojas “de tijolos”.
 
Junto a isso Steve Jobs iniciou sua jornada de se tornar ícone de uma geração. E ele se sentia mais à vontade do que nunca para o desafio. Seus eventos de lançamentos de produtos se tornaram “eventos de culto” para os aficionados pela “marca da maçã”. Cada nova versão do iPod e da família iMac/MacBook criava novos objetos de desejo. Mais que uma empresa de computadores e software, a Apple de Jobs virou uma companhia que vendia um estilo de vida, uma cultura baseada em simplicidade, design inteligente, criatividade… “it just works”, já dizia um de seus slogans mais marcantes.
 
Na área computacional, a briga com a Microsoft se tornou mais agressiva, não uma luta pela liderança de mercado, mas para solidificar a imagem de que Mac’s são para um mercado de vanguarda, que pensa diferente (mesmo não sendo bem assim na prática). Ninguém jamais vendeu um conceito no mercado de informática tão bem como a Apple de Steve Jobs.
 
Em 2007 a Apple de Jobs mais uma vez revoluciona o mercado e, talvez, da forma mais marcante em toda sua história. Onde “smartphones” (smartphones, quanta ironia) eram sinônimo de telefones complicados, cheios de botões e para uso profissional, Jobs apresenta em um evento histórico, o iPhone.
 

 
O conceito de um aparelho de telefone sem botões, com uma interface absurdamente fluída e simples de usar; usando toda a capacidade web, um navegador de verdade (não aquelas porcarias em protocolo WAP, um trauma que me faz até hoje ter horror a acessar sites em formato mobile); email, mapas… amigo, aquele troço tinha um Google Maps para ser acessado em qualquer lugar em uma questão de segundos!
 
Mais uma vez a Apple surpreendeu o mercado com o sistema iOS/iPhone e, recentemente, o iPad (que nada mais é que um iPhone grandão). Sistema esse tão poderoso que influenciou a mais nova atualização do OS X, o Lion.
 
Abalado pela saúde desde 2009, Steve Jobs sentiu o peso de ter uma companhia feita à sua imagem e semelhança. Cada nova notícia sobre sua saúde tem forte reação no mercado e nas especulações sobre o futuro da Apple, que hoje é uma das empresas mais valiosas no mundo. O grande temor é de que, com a saída de Jobs do comando da Apple, o gênio criativo da companhia também desapareça. E o passado da Apple colabora com esse temor.
 
Jobs deixa uma Apple forte como jamais foi, mas uma empresa que reflete a sua personalidade, nos defeitos e qualidades, como poucas vezes se viu no mundo dos negócios. Não tenho dúvidas que Tim Cook é a melhor opção possível para a Apple como gestor. Mas gênios não nascem todos os dias e uma Nova Apple nasce a partir de hoje.
 

 
Boa sorte a Tim Cook, boa sorte a Steve Jobs e boa sorte à criatividade no mundo da tecnologia.
Um abraço a todos e sim, usem Mac!

Autor: Alexandre Castro

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