Então seu médico pediu uma colonoscopia?

22
jul
2011

Autor: Gi Tamanini

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Gi Tamanini

Estrearei aqui no ATB contando como um exame de Colonoscopia me fez parar no Pronto Socorro.
 
Nunca havia feito tal exame, mas imaginava como seria. Várias pessoas me disseram para não me preocupar, pois eu seria sedada e não sentiria nada. Eu acreditei. Como fui facilmente influenciada sem saber do que realmente se tratava, eu não sei dizer. Só sei que foi assim.
 
Bom, para quem nunca fez tal exame , ou não tem idéia dos “preparativos”, vou explicar, você precisa ficar 48 horas antes do exame, sem comer determinados alimentos e 12 horas antes você não pode comer nada que não seja líquido e nem que tenha cor avermelhada.
 
Meu exame seria as 15:00h, e no dia anterior as 21:00h tomei 4 comprimidos de laxante (pra limpar o intestino). Como se não bastassem os laxantes , entre 8:00 e 9:00, eu tomei 700 ml de um líquido laxativo, para o “caminho” do exame estar totalmente limpo.
 
Não preciso dizer que fiquei das 21:00h do dia anterior ao exame, até as 17:00h, sem comer nada. Fiquei fraca. E das 08:00 até as 17:00h, fiquei praticamente direto no banheiro, esvaziando as minhas tripas. Quando cheguei para o exame, estava exausta de tanto defecar líquido, e quase desmaiando de fome.
 

 
A enfermeira pediu que eu tirasse toda minha roupa e colocasse uma roupa com abertura nas costas, vocês já devem imaginar a razão… Me levou ao quarto da tort.. ops, do exame , pediu que eu deitasse na maca e que ficasse tranquila, pois seria rápido e indolor. Acreditei. Como sou tapada pra certas coisas… Mas como eu fui sem expectativas, o que era falado, eu acreditava.
 
Veio então a hora da sedação. Fiquei feliz, pois pensei “agora vou dormir um pouquinho e depois , acordo e estará feito”. Tapada novamente. A sedação não fez nem cócegas no meu cérebro, já acostumado a tomar remédios fortíssimos. Bem, me senti numa sala de torturas do início ao fim do exame.
 
Exame finalizado, fui levada á sala de observação e liberada em 5 minutos. Além de muito fraca, eu estava levemente dopada e soltando puns a cada respirada (efeito colateral).
 
Andando pelo corredor com minha sogra, com a esperança de chegar ao carro o mais rápido possível, senti um enjôo profundo e pedi para ela me acompanhar ao banheiro. Quando cheguei na porta, que estava aberta e tinha uma enfermeira lavando as mãos, eu desmaiei. Apaguei por completo.
 
Lembro que acordei numa maca inclinada, com a cabeça para baixo, as pernas para cima e enfermeiros a minha volta. Um dele disse: “Ela já está voltando, e a pressão esta melhor 6 por 4″. O quê? Pensei “6 por 4 é pressão boa??? Em que mundo? Não no meu, e no de vocês que sabem que a pressão arterial boa é 12 por 8″.
 

 
Enfim, eu não conseguia me movimentar muito, pois tinha que fazer tremendo esforço pra isso. E com a cabeça lá em baixo e os pés lá em cima, parecia mais impossível ainda. Mas até aí estava melhor do que ficar apagada, tirando o fato de que eu estava soltando gases… E não eram gases silenciosos, eram puns em decibéis altíssimos e ritmo frenético. Eu parecia uma metralhadora, que em vez de balas, eram distribuídos gases em alto e bom som para todo o PS ouvir.
 
Nenhum enfermeiro, ou pessoa que passasse por alí, conseguia disfarçar o risinho no canto da boca. Minha sogra morrendo de vontade de rir alto, me incentivava. Dizia “Isso, solta tudo que tem dentro”. Fiz o que ela pediu. Involuntariamente, mas fiz.
 
Desde então, não voltei mais ao PS graças a Deus. Porque eu tenho certeza de que lá, jamais serei esquecida e, provavelmente jamais esquecerei do dia que fiquei deitada de pernas pro ar, soltando puns altíssimos e servindo de alegria para a enfermagem e demais pacientes.
 
Amigos, por hoje é só… Tenham um ótimo final de semana!

Autor: Gi Tamanini

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