O mundo tem umas regrinhas

23
jan
2012

Autor: Alexandre Castro

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Alexandre Castro

A essa altura da vida você já sabe que o mundo tem as seguintes regras: (não seja hipócrita ou imbecil pra falar que não é)
 

 
1. Se você se auto elogiar será execrado. Falar mal de si mesmo pode, falar bem não pode.
 
2. Tudo o que você criticar sobre qualquer coisa ou pessoa, com ou sem fundamento, só tem uma única explicação: inveja. O cérebro foi feito para a inveja, não para o raciocínio.
 
3. Conteúdo é uma coisa que atrapalha a diversão, portanto, ninguém quer saber dessa porcaria.
 
4. Textos são coisas chatas porque têm muitas letras. E para ler muitas letras tem que gastar muito tempo e ninguém tem tempo para perder, porque estamos todos muito ocupados vendo figuras.
 
5. Falar mal dos outros é a coisa que mais dá audiência, porque somos todos malvados e enrustidos, numa sociedade que finge que gosta de gente boazinha.

 
6. O peso do nome é a coisa mais importante da sociedade, seja o nome de família (Abravanel, Marinho, Kennedy, Bush, Obama,…), nome da empresa (“fulano é diretor da Coca-cola”, mesmo que seja do setor de lubrificação da esteira da linha de montagem de uma fábrica na Cochinchina), nome da instituição de ensino (“o cara estudou em Harvard!”, ele pode ter feito um workshop de 2 dias, pago, num prédio que fica dentro do campus de Harvard, mas é Harvard. E se você contestar, aplica-se a regra 2).
 
7. Se duas pessoas discutirem sobre qualquer tema em qualquer situação, tem razão a que for mais bonita. Feio é sempre sujo, malvado e burro. O mundo odeia gente feia.
 
8. Complementando a regra 7, feio serve pra fazer humor, mas gente bonita não pode ser engraçada. Gente bonita é pra ser apreciada e servir de inspiração. Desfila, posa, atua com poucas falas ou apresenta programas de TV com teleprompter e/ou ponto eletrônico. Se a pessoa linda for loira, o mundo cobrará um pedágio: ela terá que aguentar piadas infames.
 
9. Toda vez que você fizer uma pergunta em vez de obter uma resposta receberá uma avalanche de outras perguntas, como “por que você está perguntando isso?”, “qual é o seu interesse na resposta?”, etc. O ser humano é muito paranóico e desconfia de tudo, até da própria sombra projetada. Não gostou? E por que tá lendo, hein? Algum problema?
 
E, claro, como todo ser humano PRECISA completar dez e não aceita uma lista de nove ítens (porque temos 10 dedos nas mãos e construímos uma sólida base para contagem a partir de nossos dedos, que afinal se chamam “dígitos” (pescou?), vamos completar a lista:
 
10. Todo ser humano é muito curioso!

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