Pra você pensar um pouquinho sobre a sua vida

10
out
2011

Autor: Alexandre Castro

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Alexandre Castro

Essa semana que passou foi bem confusa. Vários fatos que me deixariam completamente perplexo como coisas pessoais me fazem pensar em ir embora pro Sul (meu sonho), o falecimento de Steve Jobs, o show do Justin “Biba” causando mais repercussão do que o Metallica ou Jamiroquai no “Rock in Rio”,… Mas não! O que mais me chocou foi andar na rua e ver um cara sentado no chão da praça, todo sujo, com um mostruário cheio de brincos de penas, pulseiras de corda e coisas do gênero.
 
Aparentemente uma cena normal de se ver. Ou não?! Porque há quem pense que são “pessoas invisíveis”, mas ele me chamou pelo nome. Pensei, “isso sim é um pouco estranho!”, e fui ate ele. Quando me aproximei um pouco mais, não reconhecendo muito bem, mas sendo um semblante familiar, vi que era um amigo da infância, que estudou comigo. Na hora me veio um tufão de lembranças, dos brinquedos super legais que ele tinha e eu não tinha e nunca iria ter, do vídeo game dele, do apartamento bonito e tudo mais que uma criança sempre deseja. Lembrei dessas coisas em questão de segundos.
 

 
Obviamente não vou citar o nome dele, mas minha curiosidade foi muito grande em saber porque ele vivia nesta situação. Pra ser delicado – pois pensei que seus pais tinham falecido ou algo assim – perguntei como eles estavam, ele disse: “estão bem, moram no mesmo lugar”. Então, percebi que tinha algo errado ali! Não demorou muito para descobrir o que aconteceu, pois rapidamente ele me entregou o jogo todo no diálogo que tento reproduzir:

- Já vi vários shows seus, cara, virou guitarrista, né!? Voce ta usando o que?! – ele me perguntou.
- “O que” em que sentido?
- Pô, cê ta ligado, você é músico!
- Drogas?!
- Ééé! – confirmou ele com os olhos até brilhando.
- Cara, não me leve a mal, mas música nem sempre tem a ver com drogas. Eu não uso nada.
 
Ele fez uma cara de desprezo e já tratou de seguir:
- Curtiu minha arte?! Me ajuda aí, compra alguma coisa. Não vendi nada hoje e vou te falar a real, não é pra comida não, preciso comprar uma “pedra”!
 
Eu triste com aquilo, olhei pra ele, não consegui falar mais nada, virei as costas e fui embora.

Resumindo, meu ódio por drogas aumenta cada dia mais, não me importo com quem usa, mas dessa vez a merda aconteceu “no meu quintal” e não no do vizinho.

De coração, estou triste. Resolvi postar esse fato que posso resumir em uma única frase:
“se liga aê galera, o buraco é fundo e a cova é rasa”

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