Só porque sou brasileiro? Tenso na Noruega!

01
ago
2011

Autor: Alexandre Castro

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Alexandre Castro

Muito tempo atrás, resolvi me aventurar pelos lados “nórdicos” de nosso planeta…
 
A princípio me pareceu genial a idéia de ir com minha namorada norueguesa (que agora é ex-namorada) para a Noruega, porém, não foi tanto como eu tinha imaginado ao começar do Aeroporto. Então, a partir de agora relato a todos vocês, ou melhor, ENSINO a todos vocês como decepcionar umas 30 pessoas de uma só vez e acabar com sua própria festa de boas vindas. Acompanhe.
 
Até então eu jamais tinha visto um avião de perto, não fazia idéia do tamanho do bicho. Fiquei assustado MESMO quando vi, um certo desespero, algo assim, poxa, afinal, mineirinho, quietinho, nunca tinha visto nem praia direito. O Avião foi assustador!
 

 
Cheguei no aeroporto e fiquei maluco, mas não podia mostrar nenhum sinal de fraqueza ou algo do genero para a minha ex, e tudo que ela perguntava ou me mostrava, que de fato era novidade, eu fazia cara de “hum, ja vi isso antes”. Mas vamos lá né?! Depois de esperar muito tempo (até então para a morte, porque a partir daquela hora não acreditava mais em Santos Dummont), ela disse que era hora da gente entrar no avião… ok! Mas cade a escadinha?? NADA!! Era um corredor prateado que me deixou mais aflito ainda.

Em cada passo que eu dava eu ficava com o c* mais apertado! Pra não ficar muito longo vou chegar direto em Londres aonde eu teria que esperar 6 horas no Aeroporto sem fazer absolutamente nada para ir pra Oslo, sem contar que eu estava a 12 horas sem fumar, já estava quase acendendo meu dedo e fumando. Pelo menos tive bastante tempo pra fumar.
 

 
Daí até chegar onde eu tinha que ir, que seria a casa da minha namorada eu peguei outro avião, um trem que anda de costas (e rápido pra car%@#*!), um carro, outro trem que anda de frente (mais lento que dor de dente pra sarar de madrugada) e, por fim, a “van familiar”! Eu achei genial quase todo mundo ter uma van lá! Aliás, era muito chão pra andar de van! Parecia que eu estava indo pro japão e voltando 3 vezes!
 
E nós finalmente chegamos na casa dela. Pra entrar na casa, a van tinha que subir um morrinho (bem pequeno mesmo) e parou no meio dele. Quando ela para, entram umas 30 pessoas (em uma felicidaaaaaaade que eu acho que não existe!) com um cartaz bonito escrito “bem vindo Alexandre!” e essas coisas.
 
Achei bom, era pra eu me sentir em casa, fui o ultimo a descer da van, quando desço, me jogam uma bola de futebol (alguém falou em estereótipo?)… E merda acontece ai! Quando me jogam a bola, do jeito que ela veio para mim morrinho a baixo eu apenas movi o meu pescoço acompanhando ela descer, não movi nenhum músculo, afinal eu não jogo bola. Na verdade eu não gosto nem de futebol!
 

 
Quando volto o meu rosto para todos, vocês não tem a mínima noção da cara de decepção coletiva! Eu não sabia onde me enfiava!
 
Mas pra ajudar tive total apoio da minha ex dizendo assim: “mas nem pra segurar pra falar que vc podia ser goleiro?”. E foi aí que o namoro começou a descer a ladeira, como aquela bola… Mas isso é assunto pra outro dia…

Autor: Alexandre Castro

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