WTF?! Por que temos “remela” em nossos olhos?

24
jan
2012

Autor: Alex Silva

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Alex Silva

Vida de adolescente não é fácil. Saí com alguns amigos e quando voltei estava com muito sono, sem disposição pra nada, nem mesmo twittar ou “bookar”. Então acabei capotando na cama lá pelas sete da noite. Mas como ninguém quer saber da vida do colunista – que preconceito (risos) –, vamos ao que interessa.
 
Por que quando acordamos, na maioria das vezes, temos remelas em nossos olhos? É sinistro e até nojento retirar do canto do olho. Às vezes até parece um caroço de farinha, com mesma textura e tudo mais; outras se assemelham a uma meleca grudenta. Mas a real é que isso não passa de toda a sujeira que nossos olhos recebem durante o nosso dia a dia como poeira e outras micropartículas que poderiam prejudicar a nossa visão.
 

 
O olho humano possui uma função natural que lubrifica toda a sua extensão, principalmente a mais externa (e gordurosa). Essa última camada do olho é a maRdita que deixa a poeira grudada sobre a pupila, íris e esclerótica (que é a área branca correspondente aos olhos). Mesmo não vendo essas micro-partículas bem na nossa frente, como borrões frente à imagem, elas estão lá, e não é como embaçar a lente de uma câmera. Então quando dormimos o líquido liberado pela glândula ocular serve para limpar toda a superfície, e então leva a sujeira inteiramente para o canto dos olhos junto com uma pequena quantidade de lágrima, que seca, deixando apenas a remela.

 
O mais interessante é que a visão não permanece centrada em um único ponto por muito tempo. Eu já consegui fazer isso e passei a ver tudo nublado, como se olhasse para um espelho embaçado.
 
A resposta sobre “como se formam as remelas” foi dada, mas agora só mais uma coisinha interessante: sabia que em ambientes mal iluminados o diâmetro da pupila aumenta? É. Isso serve para facilitar e, de certa forma, capturar com mais intensidade o espectro luminoso que nesse caso se encontra em níveis baixíssimos. Porém, quando o lugar está bem iluminado a pupila tem seu diâmetro reduzido pra evitar que a penetração da luminosidade seja muito forte e acabe “levando embora” as delicadas células fotossensíveis da retina.
 

 
P.S: estou com um projeto pra minha coluna semanal e, caso dê certo, o meu papel será de responder curiosidades como o post que fiz há algumas semanas explicando como funcionam as pulseiras de neon. Conto com a ajuda de vocês. As perguntas e sugestões podem ser feitas no meu e-mail que está abaixo.
 
E-mail (dúvidas, sugestões, críticas): alex@ahtabom.com.br

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